Concurso Transpetro 2026 — Análise de Sistemas - Segurança Cibernética (nível superior): a última variante, e o que realmente reaproveitamos
A ênfase Análise de Sistemas - Segurança Cibernética e da Informação tem 11 vagas no total (1 imediata + 10 em cadastro de reserva, todas no Rio de Janeiro) no Edital 4 do PSP Transpetro 2026 — e é a última das quatro variantes de "Análise de Sistemas" construídas neste site, depois de Processos de Negócios, Infraestrutura e SAP.
Por que ficou para o final
Quando construímos a variante SAP, estimamos que o reaproveitamento possível para Segurança Cibernética seria de apenas cerca de 4 questões, contra as 8 do bloco "Segurança da Informação" já escrito para Processos de Negócios — a maior parte do programa desta ênfase (ferramentas de pentest nomeadas uma a uma, frameworks MITRE, normas de segurança industrial, uma lista extensa de normas ISO/NIST) não tinha, à primeira vista, qualquer equivalente em nenhuma prova já publicada aqui. Por isso, as outras três variantes entraram primeiro.
Conferindo a estimativa, e indo além dela
Ao finalmente construir esta ênfase, conferimos a estimativa de 4 questões diretamente contra o Anexo IV desta vaga — e ela se confirmou com exatidão: das 8 questões do bloco "Segurança da Informação", apenas 4 realmente respondem a algo que esta ênfase nomeia explicitamente (defesa em profundidade/firewall/IDS/IPS, SQL Injection, certificado digital, VPN). As outras 4 tratam de RBAC, ISO 31000, NIST SP 800-61 e classificação de informações — conceitos reais, mas que o Anexo IV desta ênfase simplesmente não cita.
Mas não paramos nessa única checagem. Ao procurar, em todo o site, por outros conceitos que esta ênfase nomeia explicitamente — LGPD, phishing/engenharia social, TLS/HTTPS, IPSec —, encontramos mais 4 questões aproveitáveis, vindas de lugares que a checagem anterior nunca tinha olhado: uma questão sobre LGPD que tinha sido descartada para a variante SAP (porque o Anexo IV do SAP não cita a LGPD, mas o desta ênfase cita, no item 3.3); duas questões sobre phishing e sobre o protocolo HTTPS, vindas de uma prova de nível médio (Administração e Controle); e uma questão sobre IPSec/SSL-TLS e firewalls, vinda da prova de Engenharia de Telecomunicações.
O resultado: 15%, nem zero, nem alto
8 das 52 questões específicas (cerca de 15%) foram reaproveitadas — um resultado modesto, mas real, na mesma faixa da Engenharia de Telecomunicações (também ~15%, por motivos parecidos: conceitos técnicos amplos, mas específicos o suficiente para não se repetirem em quase nenhuma outra prova do site).
As 44 questões restantes são inteiramente originais: toda a taxonomia de ataques (ataques passivos e ativos, etapas de um ataque estruturado, ataques a protocolos de rede, ataques a redes Wi-Fi, código malicioso), as ferramentas de hacking nomeadas pelo próprio edital (nmap, hydra, metasploit, burpsuite, entre outras), os frameworks MITRE ATT&CK e CAPEC, a segurança de sistemas de automação industrial (ISA/IEC 62443, NIST SP 800-82) e forense digital, além da maior parte das normas de compliance citadas (ISO/IEC 27001, 27002, 27005, 27035-1, 22313, 29100, 29134, 27701, o NIST Cybersecurity Framework e os CIS Critical Security Controls).
O perfil da vaga
O profissional desta ênfase atua na análise, prospecção e proposição de soluções para tratamento de ameaças e vulnerabilidades, segurança de software e de dados, superfícies de risco, auditoria e compliance, monitoração cibernética, resposta a incidentes, forense digital e continuidade de TI — o perfil de segurança da informação mais técnico e aprofundado entre todas as ênfases já construídas na Transpetro 2026.